Folha de Londrina - 21-05-2008 - A Associação Brasileira de Importadores de Produtos de Iluminação (Abilumi) defende a substituição lâmpadas incandescentes (as comuns) pelas lâmpadas fluorescentes compactas não apenas como forma de economia de energia elétrica, mas também como forma de respeito ao meio ambiente.
O mundo está vivendo no limite entre a produção e o consumo de energia elétrica. Por mais que se criem novas alternativas, sempre há uma defasagem causada pelo aumento do número de habitantes e dos meios de produção. Assim, a economia de energia elétrica passou a ser defendida por especialistas e organizações como uma forma de preservação do meio ambiente. Hoje, boa parte da população está consciente do problema. E uma das medidas adotadas é substituir as lâmpadas comuns pelas lâmpadas fluorescentes compactas, que proporcionam uma economia de 80% no consumo residencial, segundo as indústrias do setor. A dentista Cintia Moreira tem duas filhas, de dois e sete anos, e está preocupada com o futuro do planeta. Por isso, resolveu tomar algumas atitudes. ''Fiz minha casa toda arejada, bem clara, para não gastar lâmpadas durante o dia, e a energia solar aquece a água para os chuveiros''. Na casa dela só são usadas lâmpadas fluorescentes compactas, mas no consultório as lâmpadas ainda são comuns por causa de alguns lustres antigos. Além de ajudar na questão ambiental, a dentista aponta outra vantagem para a adoção das lâmpadas compactas em sua casa. ''É por economia mesmo; não sei o quanto, mas esta lâmpada dura bem mais''.
O representante comercial Ricardo José Goltevies substituiu todas as lâmpadas comuns de sua casa por lâmpadas compactas há cinco anos. ''No começo, a gente estranha um pouco, mas depois se acostuma. A lâmpada convencional, que é incandescente, tem a iluminação amarela, enquanto a outra é branca e não aquece o ambiente''.
Ele diz que quando se decidiu pela troca, cada lâmpada compacta custava em torno de R$ 15,00 e mesmo assim compensava em função da durabilidade. ''Hoje, a concorrência está bem maior, tem várias marcas no mercado e as lâmpadas já custam a metade do preço''. Goltevies diz que está preocupado com a questão do meio ambiente e também faz questão de colocar as lâmpadas usadas no lixo reciclável. Ele só acha que a economia de energia não é tanta quanto se diz. ''No meu caso, fica em torno de 5%; não passa disso''.
O agricultor Rubens Frederico quer reduzir a sua despesa com energia elétrica, que varia entre R$ 120,00 e R$ 130,00 por mês. Ele estava em um supermercado comprando lâmpadas comuns para colocar em uma sala, mas diz que já usa as lâmpadas compactas em outras dependências da casa. E como elas duram mais, a frequência de compra é menor. ''Acho muito boas estas lâmpadas; elas são mais caras, mas compensa - com certeza, porque são muito mais econômicas''. Frederico quer reduzir o consumo de energia elétrica porque acha que esta é uma forma de ajudar na preservação do meio ambiente.
Economia mensal é de R$ 2,00 por lâmpada
A Associação Brasileira de Importadores de Produtos de Iluminação (Abilumi) defende a substituição lâmpadas incandescentes (as comuns) pelas lâmpadas fluorescentes compactas não apenas como forma de economia de energia elétrica, mas também como forma de respeito ao meio ambiente.
A entidade apresenta um raciocínio lógico para defender seu ponto de vista. Segundo ela, a substituição de uma lâmpada comum de 60 watts por uma lâmpada fluorescente de 15 watts gera uma economia de R$ 2,00 por mês. Embora a lâmpada compacta custe três vezes mais, o consumidor recupera o investimento feito na compra em quatro meses e ainda passa a ter lucro durante o restante da vida útil da lâmpada, que é dez vezes mais que a lâmpada comum.
A Abilumi argumenta que quase 6 milhões de residências no Brasil tem apenas quatro cômodos (quarto, cozinha, sala e banheiro), segundo informações do IBGE. Assim, a economia mensal com a troca da lâmpada seria de R$ 8,00 em cada residência. Se todas as casas adotarem as novas lâmpadas, a economia mensal com energia elétrica seria de exatamente R$ 46.790.624,00.
A associação destaca que todos os modelos de lâmpadas fluorescentes são aferidos periodicamente pelo Instituto Nacional de Pesos e Medidas. (E.A.)
Eli Araujo Reportagem local
|