Categoria: Técnico
A iluminação está passando por uma transformação profunda. Mais do que iluminar ambientes, as novas tecnologias prometem contribuir para o bem-estar físico e emocional das pessoas, tornar cidades mais inteligentes e sustentáveis e valorizar cada vez mais a identidade do design brasileiro. Especialistas apontam que a integração entre tecnologia, saúde e eficiência energética será o principal vetor de inovação do setor.
Segundo Rubens Rosado, engenheiro eletricista e Assessor Técnico da Associação Brasileira dos Fabricantes e/ou Importadores de Produtos de Iluminação (Abilumi), a principal fronteira da iluminação moderna está relacionada à chamada eficiência biológica. “Mais do que economizar energia, a prioridade agora é alinhar a luz ao ritmo natural do ser humano por meio do conceito de Human Centric Lighting (HCL). Ao simular o ciclo circadiano, esses sistemas ajudam a minimizar os desequilíbrios hormonais e de sono causados pela permanência prolongada em ambientes fechados”, explica.
A avaliação reforça uma das tendências identificadas por Christian Feuser, engenheiro de Pesquisa e Desenvolvimento da Blumenau Iluminação, uma das 18 empresas associadas à Abilumi, que destaca a crescente aproximação entre iluminação e bem-estar. Para ele, o caráter funcional da iluminação passará a dividir espaço com soluções voltadas à saúde e ao conforto, acompanhando a expansão do mercado de bem-estar e a busca por ambientes mais humanizados.
Nas residências, a iluminação já assume papel estratégico na qualidade de vida. Rosado explica que o uso de LEDs com alto Índice de Reprodução de Cor (IRC) permite uma percepção mais fiel das cores, reduzindo a fadiga ocular e criando atmosferas adequadas tanto para o relaxamento quanto para atividades que exigem maior atenção. Ele também destaca a importância das tecnologias flicker-free, que eliminam a cintilação imperceptível da luz e contribuem para reduzir potenciais impactos à saúde.
A tecnologia LED, aliás, continua sendo uma das grandes protagonistas do setor. De acordo com Feuser, a crescente eficiência das luminárias e lâmpadas possibilita projetos luminotécnicos cada vez mais sofisticados, com menor consumo energético e melhor desempenho. “A crescente eficiência nas luminárias e lâmpadas de LED está possibilitando projetos mais ousados, com menor consumo energético e impacto no consumo”, afirma.
Outro movimento que ganha força é a busca por uma relação mais próxima com a natureza. Materiais, texturas e conceitos inspirados em elementos naturais permanecem em evidência desde a pandemia e devem continuar influenciando o desenvolvimento de produtos e projetos luminotécnicos. A valorização de jardins, áreas externas e espaços integrados ao verde também acompanha essa tendência.
No design, a iluminação linear segue como uma das principais apostas para os próximos anos. Os sistemas contínuos de LED unem minimalismo, estética contemporânea e ampla distribuição luminosa, atendendo às demandas de projetos arquitetônicos modernos. Paralelamente, cresce a valorização do design nacional. “O Brasil é uma grande tendência em todo o mundo. Acreditamos que a valorização do design brasileiro chegará também ao mercado de iluminação, com produtos de design e fabricação nacional cada vez mais valorizados”, observa Feuser.
Para Rosado, as mudanças de comportamento observadas nos últimos anos também influenciam diretamente a evolução do setor. “A sociedade pós-pandemia desenvolveu uma consciência maior sobre a influência do ambiente no bem-estar mental. O setor responde a isso com soluções que permitem ao próprio usuário gerenciar sua higiene luminosa, ajustando a iluminação para melhorar a qualidade do sono e reduzir o estresse”, destaca. Segundo ele, recursos antes restritos a projetos de alto padrão já estão disponíveis ao consumidor por meio de sistemas conectados via Wi-Fi e Bluetooth.
Essa transformação também alcança os espaços públicos. O conceito de “cidade para pessoas” utiliza a iluminação para organizar fluxos de pedestres e ciclistas, ampliar a sensação de segurança e estimular a ocupação dos espaços urbanos durante a noite. Com o avanço da telegestão e da sensorização, a iluminação pública passa a desempenhar papel estratégico na construção de cidades mais sustentáveis e acolhedoras.
Na visão do assessor técnico da Abilumi, o futuro da iluminação está diretamente ligado ao desenvolvimento das chamadas Smart Cities. “Estamos caminhando para uma sustentabilidade integrada, onde os postes de iluminação deixarão de servir apenas para iluminar. Eles poderão funcionar como pontos de recarga para veículos elétricos, suporte para antenas 5G e sensores ambientais”, afirma.
Rosado acrescenta que o objetivo final é criar uma iluminação cada vez mais inteligente e menos invasiva. “O futuro reserva uma iluminação capaz de se ajustar às demandas humanas de forma autônoma, respeitando não apenas o bem-estar das pessoas, mas também os ritmos da fauna e da flora. Ao promover esse equilíbrio ambiental, garantimos que a convivência em centros urbanos cada vez mais densos seja pautada pela saúde, pela sustentabilidade e por uma qualidade de vida superior.”
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Mais informações: Presstalk Comunicação – Assessoria de imprensa da Associação Brasileira de Fabricantes e/ou Importadores de Produtos de Iluminação (Abilumi)
Thais Abrahão – thais@presstalk.com.br – (11) 3061-2263 / (11) 9 9900-8402
JUL/26