Iluminação ganha papel estratégico no futuro das cidades e na qualidade de vida

25 maio

Categoria: Técnico

Iluminação ganha papel estratégico no futuro das cidades e na qualidade de vida

A iluminação deixa de exercer apenas uma função técnica para assumir protagonismo na promoção de bem-estar, sustentabilidade e convivência urbana. Para especialistas da Abilumi (Associação Brasileira de Fabricantes e/ou Importadores de Produtos de Iluminação) e da Signify, uma das 18 empresas associadas, as tendências para os próximos anos apontam para soluções cada vez mais humanas, conectadas e inteligentes, capazes de impactar diretamente a saúde, a segurança e a forma como as pessoas ocupam os espaços urbanos.

 

“A grande fronteira da iluminação em 2026 é a eficiência biológica. Mais do que economizar energia, a prioridade agora é alinhar a luz ao ritmo natural do ser humano por meio do conceito de Human Centric Lighting. Ao simular o ciclo circadiano, esses sistemas ajudam a corrigir desequilíbrios hormonais e de sono causados pela vida em ambientes fechados”, afirma Rubens Rosado, assessor técnico da Abilumi e engenheiro eletricista.

 

Segundo o especialista, a iluminação passa a ser compreendida como uma ferramenta voltada à qualidade de vida. “A iluminação que até então era vista como puramente funcional passa a contribuir diretamente para a criação de ambientes mais saudáveis, confortáveis e adequados às diferentes atividades do dia a dia”, acrescenta.

 

Na mesma linha, Lais Rume, gerente do departamento de Projetos da Signify, destaca que a iluminação evolui para um papel mais estratégico na promoção de saúde, produtividade e conforto. “A luz passa a ser projetada para apoiar os ritmos biológicos, impactando diretamente saúde, humor e produtividade. Soluções que ajustam intensidade e temperatura de cor ao longo do dia contribuem para melhor qualidade do sono, maior concentração e bem-estar em ambientes como escritórios, escolas e hospitais”, afirma.

 

Ambientes mais saudáveis e acolhedores

 

Entre as principais tendências apontadas pelo setor está o avanço da chamada iluminação centrada no ser humano (Human Centric Lighting), que adapta a intensidade e a tonalidade da luz conforme o período do dia e as necessidades das pessoas.

 

A busca por conforto visual também ganha relevância. Tecnologias que reduzem ofuscamento, eliminam cintilação e melhoram a reprodução de cores contribuem para diminuir a fadiga ocular e tornar os ambientes mais agradáveis. “Há estudos evidenciando que a adoção de sistemas flicker-free é fundamental para reduzir determinados efeitos danosos à saúde”, ressalta Rubens Rosado.

 

De acordo com Lais Rume, o conceito de camadas de luz também se fortalece em residências, ambientes corporativos e espaços públicos. “Ambientes mais agradáveis utilizam múltiplas camadas de iluminação − geral, de tarefa e de destaque − criando profundidade e sensação de aconchego”, explica.

 

A conectividade e a automação ampliam ainda mais as possibilidades de personalização. Sistemas inteligentes permitem ajustar intensidade, temperatura de cor e cenas de iluminação conforme diferentes momentos do dia. “O que antes era restrito a projetos de alto luxo agora chega ao consumidor final via Wi-Fi e Bluetooth, permitindo que o próprio usuário gerencie sua ‘higiene luminosa’ para melhorar a qualidade do sono e reduzir o estresse”, observa Rosado.

 

Iluminação como infraestrutura das cidades inteligentes

 

No ambiente urbano, a iluminação assume papel estratégico na construção de cidades mais seguras, sustentáveis e conectadas. Para a Abilumi, o conceito de “cidade para pessoas” deve ganhar força nos próximos anos. “O uso de telegestão e sensores torna a iluminação pública inteligente, oferecendo segurança, reduzindo a poluição luminosa e garantindo cidades mais sustentáveis e acolhedoras”, afirma Rubens Rosado.

 

A Signify reforça que a iluminação pública tende a se consolidar como uma plataforma tecnológica urbana. “Postes de luz deixam de ser apenas fontes de iluminação e passam a funcionar como pontos de conectividade, integrando sensores, dados e sistemas digitais para tornar as cidades mais eficientes e responsivas”, explica Lais Rume.

 

Segundo ela, a iluminação urbana também influencia diretamente a convivência social. “Ambientes bem iluminados aumentam a sensação de segurança, incentivam o uso dos espaços públicos e fortalecem o senso de comunidade”, completa a especialista da Signify.

 

Para os especialistas, a iluminação do futuro será cada vez mais integrada às necessidades humanas e ao desenvolvimento sustentável das cidades. Mais do que iluminar ambientes, as novas tecnologias passam a contribuir para saúde, segurança, conforto e convivência social, consolidando a iluminação como elemento estratégico para a qualidade de vida e para a construção de espaços urbanos mais inteligentes, eficientes e acolhedores.

 

MAI/26

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